Borat foi tão 2006.
É assim que podemos definir o novo filme do genial Sasha Baron Cohen. Desta vez saindo pelas ruas como uma bicha louca em busca da fama, Brüno mostra o lado fútil da moda, o lado travestí da américa e os absurdos de uma adoção a lá Angelina Jolie.
Verdade seja dita, o filme é mais leve do que seu antecessor. Borat era escraxado, quase violento em sua inocente visão de mundo. Brüno é mais cabeça, colocando pessoas em posições desconfortáveis - os mexicanos que o digam - mas sem ser realmente agressivo.
Borat também parecia mais expontâneo em suas confusões culturais. Brüno não convence tanto e fica sempre a pulga atrás da orelha para saber o que foi combinado e o que não foi.
Mesmo sendo ligeiramente inferior a seu antecessor, o filme ainda rende muitas risadas e Cohen consegue deixar um gosto de "quero mais" (sem trocadilhos homossexuais por favor) para o espectador imaginar qual será o próximo personagem a destruir a moral da américa. Afinal, mesmo antes do filme estrear, Brüno já havia atingido a fama. E, assim como ocorreu com Borat, morreu o personagem.
Nota: 8,0
Trailer oficial do filme:
Letterman 10 reason to watch Brüno
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